Atualizado em
08/11/08
PF espera concurso para 2 mil vagas no primeiro semestre de 2009
Vagas devem ser
aprovadas pelo Senado e seguem para o Planejamento.
Cargos exigem nível superior e salários vão de R$ 7,3 mil a R$ 19
mil.
A expectativa da Polícia Federal, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão, é de que 2 mil vagas sejam oferecidas ainda no primeiro semestre de 2009 por meio de concurso público.
O presidente do
Senado, Garibaldi Alves, defendeu na semana passada a aprovação da
medida provisória 440/2008, que prevê a criação das vagas.
Se o Senado aprovar a MP - a votação está prevista para ocorrer
neste mês -, a proposta não precisa ir à sanção presidencial porque
já veio do Executivo. O projeto vai para o Ministério do
Planejamento, que irá ajustá-lo ao orçamento. Após autorização do
ministério, o órgão tem 180 dias para lançar o edital.
De acordo com a Polícia Federal, tudo caminha para que o concurso
seja realizado no ano que vem, pois tanto o Ministério do
Planejamento quando o da Justiça são favoráveis.
Todos os cargos previstos no concurso exigem nível superior de
escolaridade. São eles: delegado, perito, escrivão, agente e
papiloscopista. No caso de delegado, é exigido bacharelado em
direito. Para perito, as graduações vão depender do que o edital
exigir. Para os demais, será pedida graduação em qualquer área.
Pelo projeto original, encaminhado pelo Executivo, as vagas serão
divididas da seguinte forma: 700 vagas para agentes, 500 para
delegados, 450 para escrivães, 300 para peritos e 50 para
papiloscopistas. Os salários iniciais para escrivão, agente e
papiloscopista são de R$ 7.317,18 e os finais, de R$ 11.528,11. Já
para delegado e perito o inicial é de R$ 12.992,70 e o final, de R$
19.053,57.
Atualmente a PF tem 10.990 policiais (6.197 agentes, 1.714
delegados, 1.687 escrivães, 928 peritos e 464 papiloscopistas) e
3.030 servidores administrativos.
Remoção
Os aprovados no concurso escolhem os locais de trabalho de acordo
com a ordem de classificação.
Segundo a PF, nos concursos de âmbito nacional, o período mínimo que
o funcionário deve ficar no local escolhido para trabalhar é de três
anos. Em concursos de âmbito regional, o tempo mínimo de permanência
é de cinco anos.
Mas todos os anos são oferecidos os chamados concursos internos de
remoção. São levados em conta o tempo de casa e o local de lotação –
localidades mais distantes e com menor infra-estrutura dão mais
pontos aos funcionários. Quem entra na PF pode também tentar trocar
de local de trabalho com o colega que esteja no mesmo cargo.
Outra forma de mudar de local de trabalho é quando surgem vagas por
carência em setores que exigem formações específicas dos
funcionários. Quem atender aos pré-requisitos pode ser removido para
o local da vaga.






